domingo, 23 de outubro de 2011

CHAG SUKKOT SAMEACH


FESTA DE SUKKOT

Cinco dia depois inicia-se Sukkot, descrita na Bíblia (Levítico 23:34) como “Festa das Cabanas (Tabernáculos)”. Sukkot era uma das três festividades celebradas, até o ano 70 E.C., por peregrinação em massa ao Templo de Jerusalém, e por isso chamadas “as festividades de peregrinação”. Em Sukkot os judeus comemoram o Êxodo do Egito (aprox. séc. XII a E.C.) e rendem graças pela colheita abundante. Em alguns Kibutzim, Sucot é celebrada como Chag Haassif (festa da colheita), cujos temas são a segunda colheita de cereais e das frutas do outono, o início do ano agrícola e as primeiras chuvas.

Nos cinco dias entre Iom Kipur e Sukkot, em dezenas de milhares de lares e estabelecimentos comerciais são erguidas sukkot - cabanas temporárias, semelhantes às cabanas nas quais os israelitas viviam no deserto, após o Êxodo do Egito; compram-se as espécies necessárias ao rito especial da prece festiva: a palma (folha de palmeira), o cidrão, ramos de murta e galhos de salgueiro. Em todos o país, vêem-se sukkot, até mesmo em estacionamentos, nos telhados das casas, gramados e lugares públicos. Elas estão presentes em todas as bases militares. Alguns israelenses passam literalmente os sete dias da festividade vivendo em suas sucot.

Em Israel, apenas o primeiro dia é “santo” dentre os dias de Sukkot (isto também acontece nas outras duas festividades de peregrinação, Pessach e Shavuot). As comunidades da Diáspora observam dois dias santos, costume originado da antiguidade, quando o cálculo da data exata era feito no Templo e seu resultado anunciado à Diáspora, através de um sistema de aviso constituído de sinais de fogo e mensageiros.

A liturgia é aumentada com preces adicionais, inclusive o Halel, uma coletânea de bênçãos e salmos recitada no Rosh Chodesh ( o início de cada mês lunar) e nas festividades de peregrinação.

Após o dia santo, a festividade de Sukkot prossegue com nível menor de santidade, de acordo com o ordenado pela Torá (Levítico 23:36). Durante esta semana intermediária - meio festiva, meio comum - as escolas e várias repartições e instituições e instituições não funcionam; outros estabelecimentos encurtam suas horas de trabalho. A maior parte dos israelenses passam os dias intermediários de Sukkot e de Pessach em locais de recreação em todo o país.A semana intermediária e a festividade em geral terminam em Shmini Atzeret:” no oitavo dia, haverá santa convocação para vós” (Levítico 23:36), que coincide com Simchá Torá.

As celebrações de Shmini Atzeret / Sinchá Torá se focalizam na Torá - o Pentateuco de Moisés - e se caracterizam por danças em público, a multidão empunhando os rolos da Torá, e pela recitação dos capítulos final e inicial da Torá, renovando-se assim o ciclo anual de leitura da Torá. Após o escurecer, muitas comunidades promovem a continuação das festividades, geralmente as ar livre, sem sofrer as limitações das restrições rituais que se aplicam ao dia santo propriamente dito.

domingo, 9 de outubro de 2011

O SILÊNCIO DE QUEM SOFRE

Salmo 62 - O Silêncio de Quem Sofre


O marquês de Condorcet contou, certa vez, que o grande matemático e físico Leonhard Paul Euler (1707-1783) viveu em São Petersburgo nos dias do tirânico domínio da imperatriz Anna. Quando ele teve a oportunidade de se mudar para a Alemanha, a pedido do rei da Prússia, a rainha-mãe o procurou desejosa de conversar com o famoso estudioso. Contudo, Euler não se mostrou uma pessoa de muitas palavras. Suas respostas monossilábicas acabaram incomodando a rainha, fazendo-a criticar sua timidez e indagar-lhe: “Por que não queres me falar?”. Diante disso, o matemático explicou a razão do seu silêncio: “Eu vim de um lugar onde, se um homem diz uma palavra, ele é enforcado. Pessoas quietas e pacíficas raramente vêm a sofrer danos ou causar danos”.

Esse triste relato nos leva à reflexão sobre os tipos de reação à tirania e à perseguição. Um modo de reagir é, em meio à revolta, esbravejar contra a injustiça e gritar, aos quatro ventos, as razões do sofrimento, exigindo mudanças e alívio. Os livros de história estão cheios de capítulos heróicos que narram atitudes como essa que serviram de prelúdio ou de motivação para transformações sociais e políticas. Mas, também, há um grande vácuo no qual pessoas poderiam ter feito diferença e não fizeram, simplesmente porque, manifestando-se contra a injustiça, tiveram suas vidas ceifadas muito cedo. Por outro lado, um modo de agir, diferente do primeiro, é suportar o sofrimento em silêncio para não fazer algo que produza maiores consequências e pesares.

Davi viveu situações em que lançou mão do segundo tipo de reação a fim de depender totalmente do Senhor. Uma dessas situações surge como pano de fundo do Salmo 62. Nele, Davi se dirige aos seus inimigos nos seguintes termos (v.3): “Até quando arremetereis vós contra um homem?” (‘ad-’anâ tehôtetû ‘al ’îsh). Essa é uma declaração de quem está no limite, com a paciência e a disposição de administrar o sofrimento chegando ao fim. Não é para menos. A perseguição estava intensa e prestes a causar a ruína completa do salmista: “Todos vós sois assassinos tal qual uma parede que cai, um muro a ponto de ruir” (teratsehû kullekem keqîr natûy gader haddehûyâ). Davi quer dizer que seus perseguidores eram tão perigosos, em seu intento de matá-lo, quanto os riscos de morte em um desabamento que deixa soterradas as suas vítimas.

Utilizando-se ainda da figura do desabamento, Davi fala da dedicação integral dos inimigos para prejudicar seu nome e sua honrosa posição (v.4): “Eles ficam conspirando para derrubá-lo da sua condição digna” (’ak misse’etô ya‘atsû lehaddîah). A ideia de conspirar ou de ficar planejando a derrocada do salmista mostra que essa não é uma perseguição aberta ou de caráter militar. Também não se trata de inimigos externos, mas de gente próxima que mantém uma postura falsa, já que “eles se comprazem na falsidade”. Sendo assim, a aparência desses homens perigosos e hipócritas, diante de Davi, era de pessoas de bem, amigos do salmista. Porém, na verdade, de forma diametralmente oposta, eles nutriam ódio e aguardavam a oportunidade de atacar, visto que “com sua boca eles bendizem, mas no seu íntimo eles amaldiçoam” (bepîw yebarekû ûbeqirbam yeqallû).

Diante dessa descrição, podemos perguntar: “Já que Davi sabia das tramas e do ódio dos inimigos, por que, então, ele não tomava providências quanto a isso?”. Como o salmo é dirigido a Jedutum, a quem Davi instituiu como cantor e instrumentista a fim de louvar a Deus (1Cr 16.41; 25.6; 2Cr 35.15), é certo que ele foi escrito quando o salmista era rei sobre todo o Israel. Logo, tendo poder real, por que Davi não deu cabo dos traidores? Não sabemos o porquê. Talvez, envolvesse pessoas na nobreza, de modo que a solução poderia gerar uma crise política. Ou, talvez, o inimigo fosse da sua própria casa e Davi não quisesse punir a quem amava. Seria o caso de Absalão que, por quatro anos (2Sm 15.7 cf. vv.1-6), trabalhou para ganhar a simpatia do povo e gerar descontentamento com relação ao rei (2Sm 15.1-6) – algo que era impossível fazer sem que o rei soubesse. Mas, sendo filho do próprio salmista, isso explicaria a falta de providências duras do rei e a ausência de um clamor a Deus pela ruína dos adversários, como ocorre em outros salmos. Finalmente, é também possível que Davi soubesse da existência de oposição, mas não identificasse, exatamente, quem eram os opositores.

Assim, sem poder resolver por si a situação, o rei lança mão de um recurso legítimo: esperar em Deus. Essa declaração, com pequenas diferenças no texto hebraico, Davi faz duas vezes (vv.2,3 e vv.5,6). Em primeiro lugar, surge o alvo da confiança: o Senhor. Ele diz (v.2): “Somente por Deus minha alma se aquieta” (’ak ’el-’elohîm dûmîyâ nafshî). Se alguém podia dar paz ou calma a Davi em uma situação tão terrível como aquela, esse alguém não era ele mesmo. Na verdade, só um poderia produzir paz em meio à guerra: o próprio Senhor. Assim, Davi não confia no seu cargo real, nem na sua guarda pessoal, nem tampouco em recursos questionáveis. O alvo da sua confiança é o Deus bondoso e soberano.

Contudo, essa confiança não existe a despeito dos sentimentos do salmista. Ela interfere completamente no modo como Davi se comporta enquanto espera em Deus. Assim, o texto nos revela o modo da confiança: a paz (v.2). O mesmo texto que traduzimos acima, se tomado de modo literal, significa: “Somente em Deus há silêncio para minha alma”. A palavra “silêncio” (dûmîyâ) também significa “descanso”, “quietude” e “repouso”. Ela aponta para o fato de Davi ter deixado de lado o desespero que leva a ações impensadas e extremas. Em lugar disso, confiante em Deus, Davi permanecia quieto a fim de não provocar outros problemas, nem desagradar o Senhor.

Essa forma de proceder não se devia à covardia de agir ou à tolice do rei. Ela se baseava em algo real e superior à lógica humana. O próprio Davi apresenta a razão da confiança: a proteção de Deus (v.2): “A minha salvação vem dele” (mimmennû yeshû‘atî). Diferente do que críticos do cristianismo afirmam, Deus não é o ópio do povo. A figura do Senhor não produz uma falsa sensação de segurança. Deus se relaciona com seus servos e, de fato, olha para suas necessidades a fim de atendê-las. Isso não significa sempre ausência de problemas, mas, também, conforto, proteção e firmeza nas angústias (v.3): “Somente ele é a minha rocha e a minha salvação” (’ak-hû’ tsûrî wîshû‘atî). Para completar a figura, Davi introduz a imagem de uma guerra e um cerco militar para dizer que Deus é, para ele, como aquelas fortalezas dentro das cidades fortificadas, mais altas que as próprias muralhas: “Meu alto refúgio” (mishgavvî). O resultado dessa certeza se vê na declaração final: “Eu não serei abalado” (lo’-’emmôt). Um modo paralelo e enfático de dizer tudo isso é (v.7): “De Deus vem a minha segurança e a minha honra. A minha rocha forte e o meu refúgio estão em Deus” (‘al-’elohîm yish‘î ûkevôdî tsûr-‘uzzî mahsî be’lohîm).

Essa é uma esperança tão gloriosa que Davi não a guarda para si. Ele compartilha com seus súditos, dizendo (v.8): “Confiem nele em todo tempo, ó povo. Lancem diante dele seus corações. Deus é o nosso refúgio” (bithû bô becol-‘et ‘am shifkû-lepanayw levavkem ’elohîm mahaseh-lanû). Não há como deixar de perceber que a esperança de Davi no Deus a quem chama “meu refúgio”, é, também, a esperança de todos os servos do Senhor, os quais devem chamá-lo “nosso refúgio”.

Se antepondo à primeira instrução (“confiai nele”), Davi os informa sobre as fontes nas quais não há segurança, fazendo-o na forma de outra instrução, mas uma instrução sobre o que não fazer (v.10): “Não confiem na exploração, nem na opressão. Não se iludam com a riqueza quando ela aumentar. Não ponham nela o coração” (’al-tivtehû be‘osheq ûbegazel ’al-tehbalû hayil kî-yanûv ’al-tashîtû lev). Visto que essa mensagem é dirigida a todos, tanto plebeus como os de fina estirpe (cf. v.9), Davi mostra que nem a riqueza nem o poder dos ricos podem assegurá-los como o Senhor. A lição é clara e marcante: “Todos” devem confiar no Senhor e pôr “nele” o coração. E, ao fazê-lo, manter o controle das ações, de modo calmo e pacífico, por causa da verdadeira e viva esperança.

Pr. Thomas Tronco

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

YOM KIPPUR


"YOM KIPPUR" – 2ª Parte

"O DIA DA EXPIAÇÃO"

Lev. 16:1-34

Deus avisou Moisés que Arão, o sumo sacerdote, não pudesse entrar no santuário – dentro do véu , senão uma vez por ano só, no dia 10 de Tishri, para sacrificar para ele mesmo, sua casa, para o lugar santo, para o tabernáculo da congregação, para o altar e para o povo de Israel. Levaria a pena de morte se entra-se noutro templo.

Os sacrifícios.

O sacerdote entrou com:

  1. um novilho (oferta para pecado). Lev. 16:3.
  2. Um carneiro (oferta para holocausto).

O sacerdote foi vestido com vestes sagradas: Lev. 16:4

  1. Uma túnica de linho.
  2. Calças de linho.
  3. Cinto de linho.
  4. A mitra de linho.

A congregação trouxe:

  1. Um bode para o Senhor (oferta para pecado). Lev. 16:5.
  2. Um bode emissário.
  3. Um carneiro. (oferta para holocausto).

O sumo sacerdote depois de:

  1. Sacrificar para si mesmo, um novilho e para sua casa.
  2. Tomou os dois bodes e pus perante o Senhor na porta da tenta da congregação. Lev. 16:7.
  3. Lançou sorte sobre os bodes. Lev. 16:8
  1. uma para o Senhor
  2. outra para o bode emissário.
  1. Sacrificou o bode sobre o qual caiu a sorte do Senhor.
  2. Apresentou outro bode perante o Senhor para fazer expiação por meio dele e o enviou ao deserto como bode emissário.

Tipologia do Dia da Expiação:

  1. O Sumo Sacerdote.
  2. Os dois bodes

Tudo tipificou a obra da redenção pelo Senhor Jesus:

  1. Tudo foi feito pelo sumo sacerdote sozinho, não pelo povo. O povo havia apenas de trazer o sacrifício. Heb. 1:3; Mat. 26:47-50; Mat. 27:24-25.
  2. O bode sacrificado representava o Messias no aspecto da sua morte que vindica a santidade e a justiça de Deus que exige a penalidade de pecado através da Lei. Rom. 3:24-26.
  3. O bode solto tipifica aquele aspecto da obra do Messias e da redenção que leva embora os nossos pecados, tirando-os de uma vez por todas. Heb. 9:26; Rom. 8:33-34.
  4. O sumo sacerdote entrando no Santo dos Santos tipificava, o Messias entrando nos céus com seu próprio sangue por nós. Agora, o trono do julgamento é o torno de graça aos crentes verdadeiros. Hebr. 9:11-12; 4:16.
  5. Os sacerdotes do N.T. tem o que Israel nunca tinham. A entrada é livre ao torno da graça. O véu foi resgatado; pelo sangue do Messias podemos entrar no Santo dos Santos com intrepidez. Heb. 10:9-10 e 19-22; 4:14-16; Mat. 27:5.

Os sacrifícios dos animais também tipificam a obra do Messias:

  1. Eram substitutivas.
  2. A lei não foi evitada, mas cumprida.
  3. O animal havia de ser sem mancha, limpo.
  4. O sacrifício era uma promessa que o pecado seria perdoado e o e teria comunhão com Deus.
  • O Messias foi sacrificado por nós, sua morte era substitucionária e expiatória.
  • O Messias cumpriu a Lei e pagou a penalidade da Lei.
  • O Messias sem mancha nunca pecou, e é perfeito.
  • O Messias dá perdão de uma vez por todas e nos dá comunhão eterna com Deus.

YOM KIPPUR


“YOM KIPPUR” – 1ª Parte

"O DIA DA EXPIAÇÃO"

Lev. 23:26-32 cf. Heb. 9:1-16 e Lev. 16:1-34.

Levíticos 23 trata o dia em relação ao povo, enquanto Levíticos 16 nos dá os detalhes em relação ao sacerdote e os sacrifícios.

Conforme a Bíblia:

  1. Dia 10 de Tishri (o sétimo mês, Setembro) é o dia da expiação.
  2. Tereis Santa convocação.
  3. Afligireis as vossas almas.
  4. Trareis ofertas queimadas ao Senhor.
  5. Nenhuma obra fareis.
  6. Toda alma que não afligir será eliminada.
  7. Quem fizer alguma obra, será destruído por Deus.
  8. Sábado de descanso solene será, aos nove do mês, duma tarde a outra, celebrareis o vosso Sábado.

Hoje em dia:

Yom Kippur (o dia da expiação) ao por do sol no dia 9 de Tishri até ao por do sol do dia 10, a maioria dos judeus, entra na sinagoga. Até os que freqüentam regularmente, porque consideram Yom Kippur, o dia de julgamento, o dia de prestar contas com Deus. Estão buscando perdão através de arrependimento.

Yom Kippur é o décimo dia depois de "Rosh Hashanah" (o ano novo). Estes 10 dias são chamados, "Dias de reverencia de grande medo, ou os 10 dias de arrependimento".

Na tarde de 1 de Tishri (Rosh Hashanah) judeus em toda parte congregam-se perto de rios córregos, e até à beira do mar para observar o ritual de lançar todos os seus pecados nas profundezas do mar. A cerimonia chama-se "Tasblikh" que significa "todos os seus pecados".

Desde que os judeus não tem o seu templo, nem sacerdócio, nem sacrifícios, devem substituir algo para fazer expiação dos pecados. Os rabinos ensinam que Deus aceita:

  1. Arrependimento que implica restituição.
  2. Oração (Slihoth, orações a meia noite pedindo perdão).
  3. Caridade.
  4. Jejum (todos fazem jejum de 13 anos para cima).
  5. Sofrimentos (a grande matança dos judeus basta para todos).
  6. Malkoth (39 açoites).
  7. Sua própria morte (Salmo 116:15).
  8. O estudo de Torá ou Talmud.

Tudo isso será aceito em vez de um sacrifício. Mas, até hoje, alguns ortodoxos na Europa e outros países, sentindo a necessidade do sacrifício, lembrando que não há remissão dos pecados sem derramarem sangue. Lev. 17:11. Observem a cerimônia de "Kapporoth" (sacrifício de expiação). O homem tem que sacrificar um galo e a mulher tem que sacrificar uma galinha.

No dia de Yom Kippur, os judeus tem uma boa refeição na tarde antes do por do sol porque vão jejuar por 24 horas. Ao por do sol, na sinagoga, o cantor (chazan) vestido de branco e com dois membros da congregação em cada lado

Dirige-se dizendo: "Pela autoridade do coorte celestial e pela autoridade do coorte na terra, na presença do Onipresente e na presença desta congregação, oremos com todos os transgressores".

Então, o cantor entoa a oração mais solene de todas: chama-se "O KOL NIDRE" (todos os juramentos ou votos).

"Todos os votos, compromissos, juramentos, devoções, promessas, penalidades e obrigações pelas quais nós temos vontade, jurado, votado e lançado desde este dia da expiação até o próximo dia da expiação sejam par o nosso bem, estamos arrependidos de tudo e que todos sejam ab-rogados e anulados. Nenhum deles tem mais poder sobre nós. Nossos votos não serão considerados votos, nem juramentos como juramentos."

Essa oração de Kol Nidre que absolve o judeu que falhou cumprir os seus votos é muito criticada. É natural porque os críticos dizem seria tolice fazer um negócio com judeus que poderiam ser absolvidos de todos os juramentos no dia da expiação.

Mas realmente, os judeus não estão querendo fugir de seus compromissos. Estão simplesmente expressando a sua incapacidade de cumprir todos os seus votos e compromissos. Quer dizer, na opinião deles, ninguém pode pensar, no dia da expiação, que já cumpriu e que Deus é obrigado a aceitá-lo. Também , uma cerimonia religiosa, não tem nada a ver com a Lei civil e um judeus não pode fugir um contrato legal sem enfrentar as conseqüências da lei.

Até os judeus dizem: "Yom Kippur faz expiação das transgressões cometidas contra Deus. Yom Kippur, não faz expiação para um homem que pecou contra outro, se não houver restituição. Tem que acertar as contas com aquele que sofreu primeiro ou não receberá o perdão de Deus."

Os cabalistas escreveram: "a oração daquele que tem ódio contra outro não será atendida , nem no dia de Yom Kippur." Dizem mais: "por causa da inimizade e ódio em nossos corações estamos impedindo a vinda do Messias. Somos perseguidos por nossas iniqüidades e por isso cada dia tornam-se piores do que os outros. Até nações sabem que existem divergências e divisões entre nós. Somos um povo só, com uma só língua. Devemos ser unidos especialmente porque moramos entre inimigos. Porque que deveríamos odiar até os nossos?

"Que Deus faça uma expiação para nós renovando o nosso coração de pedra, renovando o nosso espirito e tirando o nosso ódio, até que seremos mais uma vez unidos em nossa terra!"